A violência não está apenas nas agressões físicas, mas está também nas palavras que diminuem, no controle excessivo, na humilhação, na exclusão social, no abuso psicológico, moral, sexual e patrimonial. Muitas vezes silenciosa, a violência contra a mulher se esconde dentro de casas, relações e ambientes que deveriam ser espaços de cuidado e respeito.
No Brasil, avançamos muito com a Lei Maria da Penha, mas mesmo assim estamos longe de encontrar uma alternativa para diminuirmos os números assustadores no Brasil, até porque falar em exterminar a violência contra as mulheres, infelizmente ainda é utopia.
É importante entender que o problema não é apenas jurídico, mas também cultural e estrutural. Refletir sobre a violência contra a mulher é reconhecer que o machismo, a desigualdade de gênero e a naturalização de comportamentos abusivos precisam ser combatidos diariamente, mesmo por quem não pratica. É preciso entender que o silêncio protege o agressor, enquanto a informação e a denúncia salvam vidas. É perceber que a educação baseada no respeito, na igualdade e na empatia começa dentro de casa e se fortalece na escola e na sociedade.
O Mês da Mulher não deve ser apenas um momento de discursos, mas de compromisso coletivo. Homens e mulheres precisam assumir o papel de transformação social, questionando atitudes, apoiando vítimas e promovendo relações saudáveis.
Que março seja, acima de tudo, um chamado à consciência. Que cada história interrompida pela violência nos lembre da urgência de agir. E que possamos construir uma sociedade onde ser mulher não signifique viver com medo, mas com dignidade, liberdade e respeito.