A Polícia Federal entrou na apuração sobre o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, e abriu caminho para que as buscas pelos irmãos avancem também por meio da cooperação policial internacional. O Núcleo de Cooperação Internacional da PF procurou a advogada Nathaly Moraes, que acompanha a família, e informou que mecanismos internacionais, inclusive por meio da Interpol, poderão ser utilizados no caso.
A nova frente de investigação foi aberta depois que a defesa acionou o Consulado-Geral do Brasil em Miami para verificar informações relacionadas às 163 crianças localizadas durante a operação Statewide Shield, realizada na Flórida, nos Estados Unidos. A ação alcançou 12 países, entre eles o Brasil.
A possibilidade de atuação da PF e da Interpol amplia o alcance das buscas por Ágatha e Allan, desaparecidos desde 4 de janeiro, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.
Por meio do Núcleo de Cooperação Internacional, a Polícia Federal poderá fazer a interlocução com autoridades estrangeiras e solicitar o cruzamento de informações relacionadas aos irmãos. A medida pode ajudar a verificar registros internacionais, possíveis identificações e outras informações que estejam fora das bases consultadas pelas autoridades maranhenses.
A defesa deverá apresentar à Polícia Federal os dados reunidos ao longo da investigação e as informações relacionadas à operação americana. A expectativa é que, a partir desse material, seja possível verificar oficialmente se existe alguma correspondência entre o caso dos irmãos e algum dos registros analisados pelas autoridades estrangeiras.
A atenção da família aumentou depois que imagens de uma das crianças localizadas nos Estados Unidos passaram a circular nas redes sociais acompanhadas de comparações com Allan. A semelhança levou a defesa a buscar uma confirmação oficial junto às autoridades brasileiras e americanas.
Até o momento, no entanto, não há confirmação de que Ágatha e Allan estejam entre os 163 menores localizados nos Estados Unidos. O fato de o Brasil ter sido incluído entre os países alcançados pela operação também não permite concluir que os irmãos tenham sido encontrados ou tenham deixado o país.
Interpol pode ampliar a busca
A eventual utilização dos canais da Interpol representa uma ferramenta adicional para a investigação. A organização mantém uma rede de cooperação entre forças policiais de diversos países, permitindo o compartilhamento de informações em casos que ultrapassam fronteiras.
No caso dos irmãos maranhenses, esse mecanismo poderá ser usado para verificar se existem informações sobre Ágatha e Allan em outros países ou algum registro que possa contribuir para esclarecer o desaparecimento.
A operação Statewide Shield ganhou repercussão internacional depois de localizar 163 crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos. As autoridades da Flórida informaram que as buscas também alcançaram outros estados americanos, Porto Rico e 12 países.
A dimensão da operação levou a defesa a solicitar que as informações fossem oficialmente verificadas, evitando que imagens e relatos compartilhados nas redes sociais sejam tratados como confirmação.
Caso continua sob investigação no Maranhão
Ágatha e Allan desapareceram enquanto brincavam na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos. O primo dos dois, de 8 anos, que estava com eles, foi localizado três dias depois.
Desde janeiro, equipes de segurança realizaram buscas em áreas de mata, rios e outros pontos da região. Também foram investigadas denúncias sobre possíveis avistamentos das crianças em outros estados.
Uma dessas informações levou policiais ao Pará, mas a possibilidade foi descartada. Outras denúncias também foram analisadas sem que nenhuma delas resultasse na localização dos irmãos.
A investigação da Polícia Civil do Maranhão segue sob sigilo. Com a participação da Polícia Federal na cooperação internacional, uma nova possibilidade de busca passa a ser analisada, agora com acesso a canais que permitem a troca de informações com autoridades de outros países.
As informações são do Imirante.






















