A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa sob acusação de agredir brutalmente uma empregada doméstica grávida de cinco meses em Paço do Lumiar, afirmou em entrevista exibida pelo programa Domingo Espetacular que vem sendo tratada pela opinião pública como “a nova Suzane Richthofen do Maranhão”. A declaração foi dada ao jornalista Roberto Cabrini, em reportagem exibida neste domingo (10), pela Record TV.
“Na mídia eu sou a nova Suzane Von Richthofen, mas eu não sou, não sou criminosa, não sou assassina e eu jamais seria”, declarou Carolina durante a entrevista. Ela também afirmou estar grávida de três meses e relatou dividir cela com outras sete detentas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
A empresária teve a prisão preventiva mantida pela Justiça do Maranhão durante audiência de custódia realizada na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís. O processo tramita sob sigilo judicial. Carolina é investigada por uma série de crimes, entre eles tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, injúria, calúnia e difamação.
As investigações avançaram após o Instituto de Criminalística confirmar a autenticidade de áudios atribuídos à empresária. Segundo a Polícia Civil, o laudo apontou compatibilidade total entre a voz presente nas gravações e o material coletado em depoimento oficial da suspeita. Nos áudios, há relatos detalhados das agressões sofridas pela vítima, uma jovem doméstica de 19 anos que trabalhava havia cerca de duas semanas na residência da empresária.
De acordo com o inquérito, as agressões teriam começado após o desaparecimento de um anel avaliado em aproximadamente R$ 5 mil. O objeto, segundo a investigação, foi encontrado posteriormente em um cesto de roupas sujas dentro da própria casa. Mesmo assim, os ataques teriam continuado.
A vítima relatou à polícia que sofreu socos, tapas, puxões de cabelo e ameaças de morte enquanto tentava proteger a gestação. Ela também afirmou que acumulava serviços domésticos e cuidados com uma criança na residência, recebendo cerca de R$ 750 pelo período trabalhado.
Outro ponto investigado é a participação do policial militar Michael Bruno Lopes Santos. Segundo a Polícia Civil, ele apresentou versões contraditórias em depoimento. Em uma delas, negou envolvimento; em outra, admitiu ter estado no local e atribuiu parte das agressões à empresária.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que também apura a conduta de outros policiais que atenderam a ocorrência inicial. Até o momento, nenhum agente foi afastado.
A defesa de Carolina Sthela sustenta que ela nega as acusações e pede que seja respeitado o princípio da presunção de inocência. Os advogados afirmam que os fatos ainda serão esclarecidos no decorrer do processo judicial.






















