O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou, nesta quarta-feira, 22, que o Supremo Tribunal Federal “está podre” e declarou que há um avanço de restrições à liberdade de expressão que, segundo ele, pode levar jornalistas a serem “calados e censurados”. A declaração foi dada na Câmara dos Deputados, após o ministro Gilmar Mendes encaminhar uma notícia-crime contra o ex-governador ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news, que corre sob sigilo.
A medida tem como base um vídeo publicado por Zema nas redes sociais, ainda durante seu mandato. No material, que integra a série “Os Intocáveis”, o então governador utiliza fantoches para representar os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, em tom de crítica e ironia a decisões da Corte. Na avaliação de Gilmar, o conteúdo ultrapassa o campo da crítica e atinge a honra pessoal, além de desrespeitar a imagem institucional do Supremo.
A gravação faz referência a uma decisão proferida em 27 de fevereiro, quando Gilmar Mendes anulou uma deliberação da CPI do Crime Organizado que previa a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridth Participações, ligada à família de Dias Toffoli.
Ao comentar o caso, Zema afirmou que está sendo impedido de se expressar livremente e classificou a medida como um “atentado à democracia”. Disse ainda que críticas, sátiras e manifestações irônicas estariam sendo alvo de restrições cada vez maiores, o que, na avaliação dele, afeta diretamente o debate público.























