O Maranhão registrou queda de 30% nos casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram contabilizadas 7 vítimas entre janeiro e março deste ano.
Apesar da redução no estado, o cenário nacional segue em alerta. O Brasil somou 399 vítimas de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 — o maior número desde o início da série histórica, em 2015. O volume representa um aumento de 7,55% em relação ao mesmo período de 2025.
No recorte nacional, a média é de uma mulher assassinada a cada 5 horas e 25 minutos em razão do gênero.
MARANHÃO NA CONTRAMÃO DA ALTA NACIONAL
Enquanto boa parte dos estados brasileiros apresentou crescimento nos casos, o Maranhão aparece entre os que registraram queda significativa.
A redução de 30% coloca o estado ao lado de outras unidades da federação que conseguiram diminuir os índices no período, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Piauí.
Ainda assim, o número de vítimas reforça a gravidade do problema e a necessidade de políticas públicas contínuas de enfrentamento à violência contra a mulher.
Os dados mostram que janeiro foi o mês mais violento do trimestre, com 142 feminicídios registrados em todo o país. Fevereiro teve 123 casos e março voltou a subir, com 134 ocorrências.
Entre os estados com maior número absoluto de vítimas estão São Paulo (86), Minas Gerais (42) e Paraná (33). Já o maior crescimento proporcional foi registrado no Amapá, com alta de 250%. Apenas dois estados não registraram feminicídios no período: Acre e Roraima.
SÉRIE HISTÓRICA EM ALTA
O crescimento observado em 2026 confirma uma tendência preocupante ao longo da última década. Em 2015, foram 125 vítimas no primeiro trimestre. Agora, o número mais que triplicou, superando inclusive anos recentes com altos índices, como 2022 e 2024.
No acumulado anual, 2025 já havia sido o mais letal da história, com 1.470 feminicídios registrados no país.






















