Os golpes digitais se tornaram cada vez mais sofisticados. Eles não dependem de desatenção, mas do uso estratégico de emoções como medo, urgência e confiança. É a chamada engenharia emocional, técnica utilizada para induzir decisões rápidas e reduzir a capacidade de verificação da informação.
Mensagens que simulam compras suspeitas, bloqueios de contas, problemas com entregas ou contatos que aparentam vir de instituições conhecidas são exemplos recorrentes. O objetivo é sempre o mesmo: criar pressão para que a vítima aja imediatamente, sem tempo para confirmar a veracidade do conteúdo.
Quando o golpe acontece, muitas pessoas sentem constrangimento e optam pelo silêncio. Essa reação é compreensível, mas favorece quem pratica a fraude.
Do ponto de vista jurídico, a vítima não perde automaticamente seus direitos. Em determinadas situações, é possível discutir a responsabilidade de instituições financeiras e plataformas digitais, especialmente quando há falhas na segurança, no dever de informação ou na prevenção de riscos previsíveis.
Além da reação, a prevenção é essencial. Algumas medidas simples reduzem significativamente a exposição a golpes digitais:
– Desconfiar de mensagens que criam senso de urgência ou ameaça imediata
– Evitar clicar em links enviados por e-mail, SMS ou aplicativos sem confirmação da origem
– Não fornecer dados pessoais, senhas ou informações bancárias por telefone ou mensagem
– Conferir sempre os canais oficiais antes de qualquer ação
– Guardar prints, comprovantes e registros de comunicações suspeitas.
No ambiente digital, a fraude se sofisticou e o Direito acompanha essa realidade, a cautela não é excesso, é proteção e a informação, a prevenção e responsabilização são os pilares para enfrentar esse tipo de crime.























