O Porto do Itaqui iniciou, nesta semana, as atividades da terceira turma do Programa de Residência Portuária com foco em Inovação. Pioneira no Brasil, a iniciativa consolida o porto maranhense como um verdadeiro laboratório vivo, conectando o conhecimento acadêmico aos desafios reais do setor portuário e logístico.
A edição atual registrou mais de 300 inscritos, evidenciando a alta competitividade do programa. Os candidatos passaram por etapas rigorosas, que incluíram análise de perfil, dinâmicas de grupo, testes de comunicação e atividades em equipe, resultando na seleção de jovens talentos com forte perfil técnico e inovador.
Durante a recepção, a presidente do Porto do Itaqui, Oquerlina Costa, destacou a importância do comprometimento e da postura protagonista dos novos residentes, ressaltando que cada edição renova o propósito do programa.
“Cada turma traz novas ideias, energia e perspectivas. Esperamos que os residentes aproveitem intensamente essa experiência, assumam uma postura protagonista e contribuam de forma concreta para as transformações e o crescimento do Porto do Itaqui.”
Diversidade de talentos e soluções para desafios reais
Com uma proposta multidisciplinar, o Programa de Residência Portuária reúne recém-formados e estudantes de áreas estratégicas, como tecnologia, engenharias, oceanografia e computação, criando um ambiente colaborativo voltado à inovação.
Segundo o gerente de Inovação do Porto do Itaqui, Gabriel Matteucci, o programa é estruturado a partir das necessidades reais da autoridade portuária.
“O programa nasce do mapeamento de desafios reais do Porto. A partir deles, os residentes desenvolvem soluções aplicáveis, ao mesmo tempo em que percorrem uma trilha estruturada de aprendizagem. Nosso objetivo é formar profissionais capazes de liderar processos de inovação no Maranhão e em todo o país.”
Experiência prática e desenvolvimento profissional
Entre os participantes da nova turma está Felipe Rodrigues, estudante de Ciência da Computação na Universidade Federal do Maranhão, que já integrou o programa Jovem Tech. Para ele, a residência representa a continuidade natural de sua trajetória acadêmica e profissional.
“O Programa de Residência é uma continuidade natural da minha trajetória. Ele permite desenvolver projetos reais, adquirir competências profissionais e vivenciar, na prática, os desafios do mercado. É uma experiência muito enriquecedora.”
Também integra a turma Silmaria Marques, formada na área de tecnologia e atualmente em formação em Engenharia Espacial. Ela destaca o aprendizado proporcionado já no processo seletivo.
“O processo seletivo foi muito rico, com etapas práticas, comunicação e trabalho em equipe. A expectativa é ampliar minha atuação em tecnologia, sair da bolha acadêmica e vivenciar a inovação de forma constante. Estou muito empolgada com o início da formação.”
Moradora da região Itaqui-Bacanga, onde está localizado o porto, Gabriele de Sousa Franco, formada em Ciência e Tecnologia, ressalta o impacto pessoal e coletivo da experiência. “A experiência tem sido incrível, com muito aprendizado e contato com profissionais reconhecidos nacionalmente. A expectativa é grande de contribuir com o Porto e com o Maranhão, fortalecendo esse papel de agente de transformação.”
Formação de talentos para o futuro
O histórico das edições anteriores comprova a efetividade do programa: muitos egressos foram absorvidos pelo próprio Porto do Itaqui, enquanto outros ingressaram em grandes empresas do setor portuário nacional. Ao final do ciclo, a meta é clara: entregar soluções concretas para o Porto do Itaqui e formar profissionais preparados para liderar a modernização e a inovação do setor logístico brasileiro, fortalecendo o desenvolvimento do Maranhão e do país.






















