A força-tarefa que procura pelas crianças Ágatha Isabelly (6) e Allan Michael (4), desaparecidas desde 4 de janeiro, ganhou um reforço tecnológico significativo com a chegada da Marinha do Brasil. A partir deste domingo, 18, militares especializados começaram a utilizar um equipamento de sonar avançado para vasculhar as áreas aquáticas da região.
O Capitão de Mar e Guerra da Marinha no Maranhão, Ademar Augusto Simões Júnior, detalhou em coletiva que o equipamento empregado é um side scan sonar, o mesmo utilizado em grandes operações anteriores, como a busca após o colapso da ponte entre Estreito (MA) e Tocantins.
Este sonar funciona emitindo ondas sonoras que geram imagens quase instantâneas do ambiente subaquático. “O sonar faz um escaneamento do leito do rio, da coluna d’água e do fundo. A imagem é gerada em tempo real, o que permite identificar qualquer tipo de anomalia no ambiente subaquático”, explicou o oficial. A identificação de anomalias permite que mergulhadores e outras equipes otimizem o tempo de varredura e aumentem a precisão dos trabalhos.
A área de foco das buscas foi determinada com base no relato de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças, que foi encontrado dias após o desaparecimento. Kauan indicou que o último ponto conhecido onde esteve com Ágatha e Allan é a “Casa Caída”, uma estrutura improvisada na mata onde teriam pernoitado.
Desde o sumiço das crianças, uma grande mobilização envolvendo a Polícia Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha e mais de mil voluntários está em curso. Apesar do esforço contínuo e da nova tecnologia, nenhuma pista concreta sobre o paradeiro das duas crianças foi confirmada até o momento.























