O Carnaval do Maranhão 2025 chegou ao fim com saldo positivo na segurança pública. Nos circuitos da festa não foram registradas ocorrências graves e os resultados do trabalho integrado das forças de segurança foram apresentados nesta quarta-feira (5), no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), com a participação dos comandos das forças de segurança do estado.
Em São Luís, na Avenida Litorânea e Centro Histórico, dois principais circuitos de carnaval do estado, os registros mais recorrentes foram furtos de celulares, totalizando 116 casos nos circuitos. Quatro pessoas foram presas por envolvimento nesses crimes. Além disso, houve outras duas prisões em flagrante por importunação sexual, uma na Avenida Litorânea e outra no Centro.
“Mobilizamos cerca de 8 mil policiais para garantir a tranquilidade dos foliões neste que foi o maior carnaval da história do Maranhão. Nos circuitos, como o da Litorânea, onde tivemos três bases, passaram mais de 4,5 milhões de pessoas, considerando as prévias. Não tivemos ocorrências graves, e esse resultado se deve ao trabalho das equipes de segurança, a quem parabenizo e agradeço”, destacou o secretário da Segurança Pública, Maurício Martins.
Durante o período carnavalesco, a Polícia Militar do Maranhão (PMMA) realizou mais de 58 mil abordagens em todo o estado, sendo 13 mil na Grande Ilha. O efetivo se somou ao da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Centro Tático Aéreo e Perícia Oficial, que também se empenharam em garantir um festa segura a maranhenses e turistas.
A Polícia Civil do Maranhão também deu apoio ao trabalho ostensivo, inclusive com policiais infiltrados na folia. Os plantões na Grande Ilha e delegacias regionais também contaram com esquema especial, o que foi essencial para o atendimento da população.
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) também esteve presente durante todo o período de carnaval no Maranhão. Foram mais de 800 ações, desde primeiros socorros a abordagens a banhistas.
O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) também desempenhou um papel essencial na segurança dos foliões, utilizando câmeras de videomonitoramento e tecnologia de reconhecimento facial, inclusive na faixa de praia para prevenir afogamentos. O Ciops também auxiliou no atendimento de mais de 15 mil ligações durante o período.
Além da presença preventiva e ostensiva das forças de segurança, que contou com os sobrevoos do Centro Tático Aéreo (CTA) para isso, o carnaval também foi marcado por ações de conscientização.
A Polícia Civil, por meio da Coordenadoria das Delegacias da Mulher e do Departamento de Feminicídio, esteve nos circuitos promovendo orientações sobre violência, canais de denúncia e distribuição de materiais informativos.
Já a Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), reforçou a importância da Lei Seca, alertando sobre os riscos da combinação de álcool e direção e prevenindo acidentes de trânsito, sobretudo na volta para casa.