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Consumo moderado de café com cafeína é associado a menor risco de demência

Shewton Serra Por Shewton Serra
fevereiro 15, 2026
in SAÚDE
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Consumo moderado de café com cafeína é associado a menor risco de demência

Beber café com cafeína de forma regular e em quantidade moderada foi associado a um menor risco de demência ao longo da vida, segundo um dos acompanhamentos mais extensos já realizados sobre o tema.

A pesquisa, publicada no periódico Journal of the American Medical Association, acompanhou 131.821 homens e mulheres nos Estados Unidos por até 43 anos.

Os participantes faziam parte de duas grandes coortes prospectivas — o Nurses’ Health Study, com mulheres, e o Health Professionals Follow-up Study, com homens.

Ao longo do período, eles responderam questionários alimentares a cada dois a quatro anos. Pessoas com diagnóstico inicial de câncer, doença de Parkinson ou demência foram excluídas.

MENOS CASOS ENTRE MAIORES CONSUMIDORES

Durante o acompanhamento, 11.033 participantes desenvolveram demência. Ao comparar os extremos de consumo de café com cafeína, os pesquisadores observaram:

  • Baixo consumo: 330 casos por 100 mil pessoas-ano
  • Alto consumo: 141 casos por 100 mil pessoas-ano

Mesmo após ajustes para fatores como idade, tabagismo, atividade física, qualidade da dieta, índice de massa corporal, hipertensão e diabetes, a associação permaneceu. Na análise final, os maiores consumidores apresentaram 18% menor risco de demência.

O padrão também apareceu para o consumo de chá, enquanto o café descafeinado não mostrou associação consistente.

PONTO ÓTIMO EM 2 A 3 XÍCARAS POR DIA

O estudo identificou uma relação em curva: o menor risco foi observado entre pessoas que consumiam cerca de duas a três xícaras diárias, equivalente a aproximadamente 300 mg de cafeína. Quantidades maiores não demonstraram benefício adicional claro.

Segundo o neurologista Alan Eckeli, professor da Universidade de São Paulo, o resultado é biologicamente plausível, já que muitas substâncias apresentam um ponto de saturação.

Doses moderadas poderiam exercer efeitos anti-inflamatórios e metabólicos favoráveis, enquanto níveis mais altos podem neutralizar parte do benefício, por exemplo, ao prejudicar o sono.

A cafeína atua bloqueando receptores de adenosina no cérebro e pode influenciar processos inflamatórios ligados à neurodegeneração.

Ainda assim, os pesquisadores destacam que não é possível atribuir o efeito apenas a ela, pois café e chá contêm diversos compostos bioativos, como polifenóis e antioxidantes.

ASSOCIAÇÃO, NÃO PROVA DE CAUSA

Por se tratar de um estudo observacional, os resultados indicam correlação, mas não comprovam causa e efeito. O neurologista Renato Anghinah ressalta que o principal mérito é a consistência ao longo de décadas, com medições repetidas do consumo alimentar, embora fatores não medidos ainda possam influenciar os achados.

Entre as limitações está a possibilidade de causalidade reversa: alterações cerebrais iniciais podem levar à redução do consumo de café antes mesmo do diagnóstico clínico. Além disso, características socioeconômicas e hábitos de vida podem interferir tanto no consumo quanto no risco de demência.

A população estudada — profissionais de saúde com alto nível educacional — também pode limitar a generalização dos resultados para outros contextos.

IMPACTO COGNITIVO FOI PEQUENO

Em uma subamostra de mulheres com mais de 70 anos, o desempenho cognitivo foi avaliado por meio do teste TICS. As participantes com maior consumo de café apresentaram, em média, 0,11 ponto a mais na pontuação — um efeito considerado modesto.

O neurocirurgião Helder Picarelli explica que ganhos dessa magnitude dificilmente se traduzem em diferença funcional perceptível no dia a dia. Ainda assim, reduções de risco na faixa de 15% a 20% podem ter relevância em nível populacional, especialmente com o envelhecimento da população.

O QUE A EVIDÊNCIA PERMITE CONCLUIR

Os autores destacam que o consumo moderado de café com cafeína parece seguro para a maioria das pessoas e esteve associado a menor risco de demência, mas isso não significa que a bebida previna a doença.

Medidas com evidência mais consolidada para a saúde cerebral continuam sendo:

  • controle da pressão arterial e do diabetes
  • prática regular de atividade física
  • estímulo cognitivo
  • sono adequado
  • interação social

O estudo reforça uma hipótese plausível e sustentada por longo acompanhamento, mas a ciência avança pelo conjunto de evidências, e não por conclusões definitivas de um único trabalho.

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