Nesta segunda-feira (23), o cenário político nacional foi sacudido pela decisão do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), de desistir da pré-candidatura à Presidência da República para concluir seu segundo mandato até dezembro deste ano. A escolha reforça uma estratégia cada vez mais comum entre gestores bem avaliados: priorizar a estabilidade administrativa e evitar riscos eleitorais fora de seu território político.
No Maranhão, um movimento semelhante começa a ser cogitado envolvendo o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, também filiado ao PSD. Em seu segundo mandato e com dois anos e meio ainda pela frente, Braide é apontado como possível pré-candidato ao Governo do Estado, embora nunca tenha declarado publicamente essa intenção.
O prazo, no entanto, impõe pressão: caso deseje disputar o governo, Braide terá que renunciar ao cargo de prefeito já na próxima semana, conforme a legislação eleitoral. A decisão não é simples e envolve riscos políticos e administrativos.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que ele pode seguir o mesmo caminho de Ratinho Junior, optando por permanecer à frente da prefeitura até o fim do mandato. Nesse cenário, o nome mais cotado para representar o grupo seria o do deputado estadual Fernando Braide, seu irmão.
Por outro lado, caso decida entrar na disputa, Eduardo Braide terá pela frente um desafio significativo: enfrentar a força política do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão, que atualmente comanda o Palácio dos Leões e trabalha pela continuidade de seu projeto político no estado.
A definição de Braide deve redesenhar o cenário eleitoral maranhense para 2026 — seja com sua entrada direta na disputa, seja com a construção de uma alternativa dentro de seu próprio grupo político.























